sexta-feira, 21 de agosto de 2015

PF reforça a vigilância para capturar a prefeita de Bom Jardim, MA



Polícia reforçou vigilância no Estado, incluindo aeroportos e rodoviárias. Lidiane Leite (PP) é suspeita de desviar milhões em verbas da educação.Prefeita de Bom Jardim (MA) ostentava boa vida nas redes sociais (Foto: Fotos: Divulgação)


A Polícia Federal (PF) reforçou a vigilância em aeroportos e rodoviárias do Maranhão para capturar a prefeita de Bom Jardim (MA) Lidiane Leite (PP), foragida desde quinta-feira (20), quando foi deflagrada a "Operação Éden", que investiga denúncias de desvios de verbas da educação no Município.
"Solicitamos a todos os cidadãos de bem do Estado do Maranhão que cada um deles se torne um agente da Polícia Federal e nos auxilie na captura dessa pessoa", disse o superintendente regional Alexandre Saraiva, em entrevista coletiva concedida na quinta-feira.

Segundo o delegado Ronildo Lajes, a repercussão nacional do caso acelerou a deflagração da operação.
"Acontece que, com a publicação da reportagem, por decorrência da repercussão até nacional, nós percebemos no monitoramento que os alvos estavam se movimentando muito, tentando conversar com testemunhas e há rumores no local de que eles estavam tentando evadir-se", explicou.
"Mesmo sendo policiais federais, somos humanos e estamos absolutamente indignados porque chegou ao nosso conhecimento que as crianças estavam sendo dispensadas mais cedo das aulas por falta de alimentação", revelou o delegado Fabrizio Garbi.
Desvios
A polícia investiga transferências de cerca de R$ 1 mil realizadas da conta da prefeitura para a conta pessoal de Lidiane que chegam a R$ 40 mil em um ano. Também foram feitas transferências para o advogado da prefeitura, Danilo Mohana, que somam mais de R$ 200 mil em pouco mais de um ano.
Além da prefeita, secretários, ex-secretários e empresários também estão sendo investigados por causa de irregularidades encontradas em contratos firmados com "empresas-fantasmas". Houve duas licitações para reformar 13 escolas, pelas quais a "Zabar Produções" obteve R$ 1,3 milhão e a "Ecolimp" recebeu R$ 1,8 milhão. Nenhuma das empresas foi encontrada.
Em 2013, a prefeitura firmou contrato com 16 agricultores para o fornecimento de merenda escolar nas escolas municipais, pelos quais cada agricultor receberia em média R$ 18 mil por ano. Os agricultores afirmaram que não receberam os pagamentos.
Luxo na internet
Lidiane se tornou prefeita aos 22 anos, em 2012, depois que o namorado dela na época Beto Rocha, candidato a prefeito, teve a candidatura impugnada ao ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Ela assumiu o lugar dele e foi eleita.
Depois que assumiu o cargo, Lidiane passou a compartilhar fotos da nova rotina nas redes sociais. Nos perfis pessoais, ela escreveu: "eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados". Em outro post, ela diz: "devia era comprar um carro mais luxuoso pq graças a Deus o dinheiro ta sobrando".
Afastamentos
A Justiça do Maranhão havia determinado o afastamento da prefeita pelo prazo de 180 dias em dezembro de 2014, com base no descumprimento da regularização das aulas e do fornecimento de merenda e de transporte escolar em Bom Jardim.
Na ação, o Ministério Público do Estado afirma que Lidiane havia apresentado informações falsas a respeito das irregularidades, mas as informações acabaram desmentidas por meio de denúncias dos próprios moradores da cidade.
A gestora também já havia sido citada pela Justiça por má conduta no início de 2014, quando foi deferida liminar, a pedido do MP-MA, para declarar a ilegalidade de decreto municipal que tornou nulas as nomeações dos excedentes do concurso público homologado em novembro de 2011.

Fonte: G1

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Em ofício a deputado, Janot diz que Cunha usa Câmara como 'escudo'

Em ofício enviado nesta terça-feira (18) ao deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usa a Casa como “escudo” para se proteger das investigações da Operação Lava Jato.
A declaração por escrito foi feita em resposta a um questionamento de Alencar sobre a coleta de documentos realizada pela Polícia Federal, em maio, no setor de informática da Câmara. O deputado do PSOL enviou um ofício a Janot perguntando se, nessa diligência, os investigadores teriam acessado dados de todos os 513 deputados, em vez de se ater às informações referentes a Cunha, que é investigado por suspeita de participar do esquema de corrupção da Petrobras.
De acordo com Alencar, na semana passada o presidente da Câmara informou aos líderes partidários que a polícia fez uma devassa nos computadores de todos os parlamentares.
Janot respondeu que a acusação de Cunha é “inverídica” e “no mínimo leviana”. “A leviandade da declaração reside no fato de que tenta usar como escudo a instituição Câmara dos Deputados – e, pela via da desinformação, seus pares –, para atacar o Ministério Público Federal, embora a crítica à diligência seja de interesse exclusivo para a defesa do deputado Eduardo Cunha”, afirma o procurador-geral no ofício enviado a Chico Alencar.
O presidente da Câmara é investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto recebimento de propina para possibilitar contratação de navios-sonda pela Petrobras. Ele teria utilizado, segundo a apuração, requerimentos na Câmara para pressionar empresas a retomarem os pagamentos de suborno.
No documento endereçado a Chico Alencar, o procurador-geral destacou que, na busca e apreensão realizada na Câmara, a PF agiu dentro do limite das autorizações concedidas pelo ministro Teori Zavascki.
“[A PF] Não se dirigiu ao computador de nenhum deputado federal, nem sequer ao computador do deputado Eduardo Cunha; consistiu na requisição judicial para o fornecimento de logs de acesso ao sistema informatizado da Câmara apenas do deputado Eduardo Cunha e Solange Almeida nos meses de maio, junho e julho de 2011, além de outras informações técnicas a respeito dos usuários Eduardo Cunha e Solange Almeida”, diz o ofício.

Camargo Corrêa admite cartel e pagará mais de R$ 104 milhões

A construtora Camargo Corrêa fechou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em que admite, junto a dois ex-executivos, participação no cartel para licitações da Petrobras. A empresa concordou em pagar mais de R$ 104 milhões, informou o órgão nesta quarta-feira (19).
Segundo o Cade, a indenização aos cofres públicos é a maior já estabelecida em um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) – que suspende o processo administrativo contra a empresa em troca da confissão de culpa.
Este também é o primeiro acordo de cessação de conduta na investigação de cartel em licitações da Petrobras. A investigação pelo Cade faz parte da Operação Lava Jato.
Acordo com ex-executivos
O acordo negociado pela Superintendência-Geral do Cade envolve, além da construtora, o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini, e o ex-vice-presidente da empresa Eduardo Hermelino Leite.
Avancini contribuiu para comprovar a participação da Odebrecht e da Andrade Gutierrez no esquema de cartel das empreiteiras, em um acordo de delação premiada com a Justiça.
O acordo de leniência permite a quem pratica o cartel fazer uma denúncia às autoridades antitruste (que combatem a prática desleal de controle do mercado) e cooperar com as investigações, recebendo, em troca, redução da punição.
A lei anticoncorrência estabelece que a contribuição desse acordo deve ser de ao menos 1% do faturamento bruto da empresa no ano anterior ao do início da investigação.
Em nota, a construtora afirmou que o acordo "é consequência da decisão da Administração da empresa de colaborar com as investigações para identificar e sanar irregularidades, além de seguir aprimorando seus programas internos de controle e compliance".
"Por meio desse Termo, a Construtora Camargo Corrêa reconhece sua participação nas condutas investigadas e se compromete a apresentar ao Cade documentos e informações para o esclarecimento dos fatos, além de aceitar o pagamento de contribuição pecuniária", declarou a empresa (veja a íntegra da nota mais abaixo).
Outros acordos com o Cade
A Camargo Corrêa é a segunda empresa envolvida no suposto cartel que confirma a irregularidade. Em março, a Setal/SOG já havia fechado um acordo de leniência.
Segundo o Cade, a CCCC (Construções e Comércio Camargo Corrêa) é uma das grandes empreiteiras participantes do alegado conluio, pertencente ao chamado “Clube VIP” e "G6”.
"As contribuições trazidas pela leniência apontaram indícios de cartel em licitações da Petrobras envolvendo diversas construtoras, entre elas a Setal/SOG e a Camargo Corrêa", afirmou o Cade.
Como um acordo de leniência só pode ser firmado com uma empresa ou grupo, a Camargo Corrêa assinou um TCC, se comprometendo a pagar a indenização e a colaborar nas investigações, além de encerrar imediatamente as atividades ilícitas.
Confira abaixo a íntegra da nota da Camargo Corrêa:
A Construtora Camargo Corrêa firmou nesta data Termo de Compromisso de Cessação de Prática com o CADE em processo de apuração de condutas anticompetitivas no mercado de obras civis e montagens industriais no setor de óleo e gás onshore no Brasil. Esse acordo é consequência da decisão da Administração da empresa de colaborar com as investigações para identificar e sanar irregularidades, além de seguir aprimorando seus programas internos de controle e compliance.
Por meio desse Termo, a Construtora Camargo Corrêa reconhece sua participação nas condutas investigadas e se compromete a apresentar ao CADE documentos e informações para o esclarecimento dos fatos, além de aceitar o pagamento de contribuição pecuniária.
Foram entregues às autoridades novos documentos e informações – e-mails, agendas e extratos de contas telefônicas, entre outros — identificados em auditorias internas conduzidas pela empresa com o auxílio de consultores e especialistas forenses independentes.
A Construtora Camargo Corrêa reitera sua disposição para assumir responsabilidades com a adoção das medidas necessárias para corrigir desvios e colaborar na construção de um ambiente de negócios éticos, justos e sustentáveis.

Fonte: G1

Janot deve denunciar Cunha e Collor ao STF nesta quinta por corrupção



  Eduardo Cunha anuncia rompimento com o governo e diz que é 'oposição' 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar nesta quinta-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncias contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e contra o senador Fernando Collor (PTB-AL) por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.
A intenção era oficializar a denúncia de Cunha nesta quarta (18), mas, devido a um problema burocrático, a apresentação do documento ao Supremo ficou para esta quinta.
Na denúncia, o procurador-geral deverá pedir a condenação dos parlamentares por supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a Procuradoria, o deputado recebeu US$ 5 milhões em propina para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras. Ele nega ter recebido o dinheiro.
De acordo com o Ministério Público Federal, Collor é suspeito de ter recebido, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões em propina para favorecer empresas em contratos firmados pela BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras na área de combustível. O senador nega ser beneficiário de propina.
Se o STF aceitar as denúncias, os parlamentares responderão a ações penais no Supremo – devido ao foro privilegiado decorrente da condição de parlamentar, não podem ser processados em outra instância da Justiça.
O presidente da Câmara é acusado de ter usado requerimentos apresentados à Comissão de Fiscalização e Controle pela ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), aliada de Cunha, para pressionar pelo pagamento de propina.
Os requerimentos pediam ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério de Minas e Energia informações sobre o ex-consultor Júlio Camargo, intermediário no repasse da propina e que fez acordo de delação premiada com o Ministério Público; sobre a Samsung, fornecedora dos navios-sonda; e sobre o grupo Mitsui, envolvido nas negociações de um dos contratos.
Cunha nega ter pedido à deputada que apresentasse os requerimentos. A Polícia Federal chegou a fazer uma diligência na Câmara para averiguar em registros do sistema de informática as circunstâncias da apresentação dos requerimentos.
De acordo com investigações da PGR, foram feitas dezenas de operações financeiras para lavagem do dinheiro de propina supostamente entregue a Eduardo Cunha, entre as quais remessas de dinheiro para o exterior, entrega de dinheiro em espécie e transferências para uma igreja vinculada a Cunha.
Cunha nega as acusações
Eduardo Cunha sempre negou ser o autor dos requerimentos de Solange Almeida e disse que jamais recebeu propina no esquema da Petrobras.
Eu não farei afastamento de nenhuma natureza. Vou continuar exatamente no exercício pelo qual eu fui eleito pela maioria da Casa. Absolutamente tranquilo e sereno com relação a isso."
Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara
Nos primeiros depoimentos à Justiça, Julio Camargo não mencionou o nome do deputado. Posteriormente, mudou a versão e passou a incriminar Cunha. Segundo a defesa de Camargo, ele não falou antes sobre o envolvimento do presidente da Câmara por “receio” de sofrer retaliação.
Eduardo Cunha afirma que o procurador-geral da República atuou em conjunto com o Executivo para convencer Júlio Camargo a “mentir” e incriminá-lo. Depois que Julio Camargo acusou Cunha, o deputado anunciou rompimento com o governo e disse que passaria a atuar como oposição.
Na noite desta quarta-feira, Eduardo Cunha afirmou que, mesmo denunciado, não se afastará da presidência da Câmara.
“Eu não farei afastamento de nenhuma natureza. Vou continuar exatamente no exercício pelo qual eu fui eleito pela maioria da Casa. Absolutamente tranquilo e sereno com relação a isso”, disse.
Afastamento
Cerca de dez parlamentares de diferentes partidos, entre os quais PSOL, PSB e PT, se reuniram após a divulgação das primeiras informações sobre a apresentação da denúncia contra Cunha para avaliar pedido de afastamento do peemedebista da presidência da Câmara.
A intenção é formular uma solicitação para que Cunha renuncie e, depois, analisar o teor da denúncia para ingressar com um requerimento por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. As duas providências só serão tomadas depois que Janot entregar ao STF o pedido de abertura de ação penal contra o presidente da Câmara.
O encontro entre os deputados para debater as medidas  ocorreu no gabinete da liderança do PSOL. Segundo o líder do partido, deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um requerimento no Conselho de Ética precisa ser muito bem fundamentado, porque, segundo ele, o colegiado tem uma postura “corporativista”.
“Ele deve se afastar para que tudo seja elucidado e não haja nenhuma suspensão do uso da função para se proteger. E, diante do comportamento do Conselho de Ética, a  gente vai esperar a denúncia para tomar as posições necessárias”, declarou.
O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), aliado de Eduardo Cunha, disse acreditar que a denúncia não é motivo suficiente para um afastamento dele do comando da Câmara.
Picciani defendeu que não haja uma condenação antecipada e disse que a “presunção de inocência" serve para qualquer cidadão, inclusive o presidente da Casa.
“Num Estado de Direito, qualquer cidadão pode vir a ser réu. O que precisa é concluir o julgamento. Apenas a condenação pode delimitar isso. Qualquer coisa diferente disso é uma antecipação de condenação, de suposições que não condizem com o Estado de Direito, seja para o presidente da Câmara quanto para qualquer cidadão”, afirmou.
Collor também nega
Desde que foi mencionado nas investigações, Collor sempre negou as acusações e disse estranhar a inclusão de seu nome na lista de políticos supostamente envolvidos no esquema.
Em diversas ocasiões, o senador subiu à tribuna do Senado para criticar a atuação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Collor chegou a usar um palavrão para xingar Janot em um desses discursos.
Nas investigações, Collor era suspeito de ter recebido, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões em propina para favorecer empresas em contratos firmados pela BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras na área de combustível.
Delatores da Lava Jato afirmaram que Collor recebeu parte da propina em dinheiro vivo e em mãos. Emissários do doleiro Alberto Youssef disseram que chegaram a pagar faturas do cartão de crédito do senador.
Em julho, a Polícia Federal apreendeu três veículos de luxo na casa de Collor em Brasília: uma Ferrari, um Porsche e uma Lamborghini. Segundo as investigações, os veículos foram comprados com dinheiro de propina supostamente recebida no esquema – o senador nega.
Collor acusou o procurador-geral Rodrigo Janot de de ter orquestrado as investigações para vinculá-lo ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Disse também que a apreensão de seus veículos foi "espetaculosa" e midiática".

Fonte: G1 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

AFHRO promove ação beneficente e de integração



Presidente da AFHRO
Luiz André de Almeida
A Associação de Funcionários do Hospital Regional do Oeste (AFHRO) promove no próximo sábado (15) a 1ª Mateada dos Pais, programação para integrar os associados e ajudar dois sócios que tiveram a casa atingida pelas fortes chuvas de julho. O evento também contará com a presença de jogadores da Chapecoense para marcar a parceria no Plano Sócio Torcedor.

A programação inicia às 14h, na sede da AFHRO, localizada na rua Caigangues, 1050-D, bairro Esplanada. Com muito chimarrão, a tarde será animada pelo cantor Raick de Erechim, às 16h haverá aula de zumba. Na sequência tem sorteio de três camisas oficiais da Chapecoense, entre os associados que aderiram ao Plano Sócio Torcedor. Está confirmada a participação de jogadores da Chapecoense para prestigiar a ação, em uma tarde de autógrafos. A Pinti Saúde também é parceira.

O evento é voltado para os associados, hoje a AFHRO conta com aproximadamente 900  sócios entre  o Hospital Regional do Oeste, Hospital da Criança e Hospital Nossa Senhora da Saúde (Coronel Freitas). A associação foi fundada em 15 de maio de 1991. “Em todas as datas comemorativas vamos procurar fazer atividades para integração e levar o sócio até a sede”, afirma o presidente da AFHRO, Luiz André de Almeida.

Não haverá cobrança de ingressos dos associados, serão vendidos lanches e bebidas, o lucro do evento será revertido em ação beneficente. “A união faz a diferença no fortalecimento da categoria e para nos ajudarmos em momento de fragilidade”, afirma Almeida. 

Sócio Torcedor

A AFHRO firmou parceria com a Associação Chapecoense de Futebol, por meio do Plano Sócio Torcedor. Os associados que aderirem ao plano irão pagar R$ 60,00 por mês para poder assistir todos os jogos na Geral da Arena Condá. “É um desconto importante, com esta parceria estamos incentivando os associados a desfrutar de momentos de lazer, indo para Arena torcer pelo Verdão”, afirma Almeida. 

Fonte: AFRO

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Modelo é presa suspeita de aplicar golpes em clientes por redes sociais


Bruna Cristine Menezes de Castro, Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ Instagram)
(Foto: Reprodução/ Instagram)

Apelidada de Barbie, jovem já fez vítimas em GO, RJ e DF, afirma delegado.

A modelo fotográfica Bruna Cristine Menezes de Castro, de 25 anos, foi presa, na terça-feira (11), suspeita de estelionato, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, a jovem apelidada de "Barbie" mantinha perfis nas redes sociais de venda de produtos importados e aplicava golpes em clientes de Goiás e outros estados.
Advogado de Bruna, Flávio Cavalcante disse que sua cliente admite somente parte das denúncias da polícia. Mas adianta que "algumas acusações não são verdadeiras". No entanto, ele não entra em detalhes sobre quais crimes a modelo teria admitido ou negado. Ele informou ainda que a jovem contribuirá com as investigações.
Responsável pela investigação, o titular da Delegacia Estadual de Defesa do Consumidor (Decon), Eduardo Prado contou que 20 moradores de Goiânia já procuraram a delegacia, desde abril deste ano, para denunciar a jovem, com um prejuízo total de cerca de R$ 50 mil. Ele também investiga um caso do Rio de Janeiro e dois de Brasília. Para Prado, a modelo aplicava golpes há cerca de cinco anos.
"Ela usava desculpas como doenças de familiares para não entregar os pedidos dos clientes", revela o delegado. Segundo Prado, a modelo chegou a alegar que ela e o pai tinham câncer, para evitar de entregar os produtos comprados. Ainda conforme o delegado, a suspeita usava contas de pessoas próximas para receber o dinheiro dos clientes.
A modelo foi detida na tarde de terça-feira em um apartamento do setor Jardim Goiás, em Goiânia. O delegado acredita que ela estava se escondendo. “No local havia apenas algumas roupas e objetos e ela estava sozinha. Quando nossa equipe chegou, ela apresentou uma identidade que não era dela, mas de uma prima”, afirmou.
As vítimas formaram grupos nas redes sociais para tentar evitar que ela fizesse novas vítimas. Pelas denúncias na internet, Prado estima que centenas de pessoas tiveram prejuízo com a modelo.
De acordo com o delegado, Bruna criava perfis com nomes falsos nas redes sociais para vender produtos como celulares, maquiagens e perfumes. “Em alguns perfis ela dizia que era Maria. Ela ia cancelando as contas e criando outros perfis”, afirmou.

Fonte : Paula Resende e Vanessa Martin /G1 GO

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Balança comercial tem maior superávit para julho em três anos


No mês passado, foi registrado superávit de US$ 2,37 bilhões, diz governo. No ano, saldo positivo somou US$ 4,59 bi, também maior valor desde 2012.

As exportações superaram as compras do exterior em US$ 2,37 bilhões no mês de julho, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta segunda-feira (3). É o melhor resultado para meses de julho desde 2012, quando o superávit ficou em US$ 2,96 bilhões – ou seja, em três anos.

BALANÇA COMERCIAL
Meses de julho, em US$ bilhões
3,132,86-1,891,572,3720122014-3-2-101234
Fonte: MDIC
Em janeiro e fevereiro de 2015, houve déficits de, respectivamente, US$ 3,17 bilhões e US$ 2,84 bilhões. Em março e abril, o saldo ficou positivo em US$ 458 milhões e US$ 491 milhões. Em maio, a balança comercial teve superávit de US$ 2,76 bilhões e, em junho, o saldo positivo somou US$ 4,52 bilhões.
Importações baixas
De acordo com dados oficiais, a  melhora do saldo comercial em julho deste ano está relacionada, entre outros fatores, com o baixo patamar das importações. No mês passado, as compras do exterior somaram US$ 16,14 bilhões, ou US$ 702 milhões por dia útil, com queda de 24,8% sobre o mesmo mês de 2014.

Em US$ 702 milhões em julho, as importações ficaram em patamar próximo de maio (US$ 700 milhões) – que foi o mais baixo mais baixo, para todos os meses, desde dezembro de 2010, ou seja, foi o menor patamar em quase quatro anos e meio. A comparação pela média diária é considerada mais apropriado por especialistas.
De acordo com o governo, as vendas ao exterior, por sua vez, somaram US$ 18,52 bilhões em julho, e, com isso, tiveram uma queda de 19,5% sobre o mesmo mês de 2014. Nesta comparação, as recuaram as vendas de produtos básicos (-22,4%), manufaturados (-16,2%) e de semimanufaturados (-15,7%).
"Melhora do saldo comercial é sempre positivo. O movimento de importação e de exportação varia muito. As quantidades de minério de ferro, farelo de soja e soja em grão e petróleo em bruto exportadas, por exemplo, são recordes neste ano, mas os preços destes produtos caíram", declarou o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão. Segundo ele, a valorização do dólar, que encarece importações e torna vendas externas mais baratas, teoricamente tem efeito sobre o saldo comercial "mas é muito difícil mensurar".
Acumulado do ano
No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,59 bilhões. Com isso, houve melhora frente ao mesmo período do ano passado, quando foi contabilizado um déficit das transações comerciais do Brasil com o exterior de US$ 952 milhões.

BALANÇA COMERCIAL
Acumulado janeiro a julho, em US$ bilhões
16,099,92-4,97-0,954,5920122014-10-505101520
Fonte: MDIC
O resultado da parcial de janeiro a julho deste ano, ainda segundo dados oficiais, foi o melhor, para este período, desde 2012 - quando foi registrado um saldo positivo de US$ 9,92 bilhões.
Na parcial de 2015, as exportações somaram US$ 112,85 bilhões, com média diária de US$ 778 milhões (queda de 15,5% sobre o mesmo período do ano passado). As importações, por sua vez, somaram US$ 108,25 bilhões, ou US$ 746 milhões por dia útil, uma queda de 19,5% em relação ao mesmo período de 2014.
Impacto da queda do preço do petróleo
De acordo com dados oficiais, a melhora do saldo comercial, no acumulado deste ano, está relacionada, também, com a queda do preço do petróleo - que foi de 21% nos sete primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Como o Brasil mais importa do que vende petróleo ao exterior, o recuo do preço favorece a melhora do saldo comercial do país.

No período de janeiro a julho do ano passado, o déficit da conta petróleo, que engloba também combustíveis e derivados, somou US$ 9,93 bilhões. Em igual período deste ano, o saldo negativo somou US$ 3,8 bilhões. Somente este fator gerou, portanto, uma melhora de US$ 6,13 bilhões na balança comercial brasileira no acumulado de 2015.
Resultado de 2014
Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,93 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.

De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com importação de combustíveis.
Estimativas do mercado e do BC para 2015
A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, é de melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 6,4 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 3 bilhões para 2015, com exportações em US$ 200 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 197 bilhões.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, declarou recentemente que os resultados parciais da balança comercial brasileira indicam que o saldo do ano de 2015 fechado pode ficar superavitário (exportações menos importações) em um valor entre 8 bilhões e US$ 10 bilhões, informou o governo.
As exportações superaram as compras do exterior em US$ 2,37 bilhões no mês de julho, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta segunda-feira (3). É o melhor resultado para meses de julho desde 2012, quando o superávit ficou em US$ 2,96 bilhões – ou seja, em três anos.

BALANÇA COMERCIAL
Meses de julho, em US$ bilhões
3,132,86-1,891,572,3720122014-3-2-101234
Fonte: MDIC
Em janeiro e fevereiro de 2015, houve déficits de, respectivamente, US$ 3,17 bilhões e US$ 2,84 bilhões. Em março e abril, o saldo ficou positivo em US$ 458 milhões e US$ 491 milhões. Em maio, a balança comercial teve superávit de US$ 2,76 bilhões e, em junho, o saldo positivo somou US$ 4,52 bilhões.
Importações baixas
De acordo com dados oficiais, a  melhora do saldo comercial em julho deste ano está relacionada, entre outros fatores, com o baixo patamar das importações. No mês passado, as compras do exterior somaram US$ 16,14 bilhões, ou US$ 702 milhões por dia útil, com queda de 24,8% sobre o mesmo mês de 2014.
Em US$ 702 milhões em julho, as importações ficaram em patamar próximo de maio (US$ 700 milhões) – que foi o mais baixo mais baixo, para todos os meses, desde dezembro de 2010, ou seja, foi o menor patamar em quase quatro anos e meio. A comparação pela média diária é considerada mais apropriado por especialistas.
De acordo com o governo, as vendas ao exterior, por sua vez, somaram US$ 18,52 bilhões em julho, e, com isso, tiveram uma queda de 19,5% sobre o mesmo mês de 2014. Nesta comparação, as recuaram as vendas de produtos básicos (-22,4%), manufaturados (-16,2%) e de semimanufaturados (-15,7%).
"Melhora do saldo comercial é sempre positivo. O movimento de importação e de exportação varia muito. As quantidades de minério de ferro, farelo de soja e soja em grão e petróleo em bruto exportadas, por exemplo, são recordes neste ano, mas os preços destes produtos caíram", declarou o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão. Segundo ele, a valorização do dólar, que encarece importações e torna vendas externas mais baratas, teoricamente tem efeito sobre o saldo comercial "mas é muito difícil mensurar".
Acumulado do ano
No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,59 bilhões. Com isso, houve melhora frente ao mesmo período do ano passado, quando foi contabilizado um déficit das transações comerciais do Brasil com o exterior de US$ 952 milhões.

BALANÇA COMERCIAL
Acumulado janeiro a julho, em US$ bilhões
16,099,92-4,97-0,954,5920122014-10-505101520
Fonte: MDIC
O resultado da parcial de janeiro a julho deste ano, ainda segundo dados oficiais, foi o melhor, para este período, desde 2012 - quando foi registrado um saldo positivo de US$ 9,92 bilhões.
Na parcial de 2015, as exportações somaram US$ 112,85 bilhões, com média diária de US$ 778 milhões (queda de 15,5% sobre o mesmo período do ano passado). As importações, por sua vez, somaram US$ 108,25 bilhões, ou US$ 746 milhões por dia útil, uma queda de 19,5% em relação ao mesmo período de 2014.
Impacto da queda do preço do petróleo
De acordo com dados oficiais, a melhora do saldo comercial, no acumulado deste ano, está relacionada, também, com a queda do preço do petróleo - que foi de 21% nos sete primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Como o Brasil mais importa do que vende petróleo ao exterior, o recuo do preço favorece a melhora do saldo comercial do país.
No período de janeiro a julho do ano passado, o déficit da conta petróleo, que engloba também combustíveis e derivados, somou US$ 9,93 bilhões. Em igual período deste ano, o saldo negativo somou US$ 3,8 bilhões. Somente este fator gerou, portanto, uma melhora de US$ 6,13 bilhões na balança comercial brasileira no acumulado de 2015.
Resultado de 2014
Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,93 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.
De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com importação de combustíveis.
Estimativas do mercado e do BC para 2015
A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, é de melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 6,4 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.
Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 3 bilhões para 2015, com exportações em US$ 200 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 197 bilhões.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, declarou recentemente que os resultados parciais da balança comercial brasileira indicam que o saldo do ano de 2015 fechado pode ficar superavitário (exportações menos importações) em um valor entre 8 bilhões e US$ 10 bilhões, informou o governo.

Fonte: G1