Ela pediu que o fornecedor do produto o testasse atirando contra seu peito com uma arma de calibre 22
Um caso inusitado movimentou a pequena Butiá, na região Carbonífera do
Rio Grande do Sul, na tarde desta quinta-feira (16). Uma mulher que
ainda não teve a identidade revelada foi vítima do excesso de zelo: ela
foi morta ao pedir para que um colete à prova de balas fosse testado no
próprio corpo.
De acordo com o relato da mãe do suspeito de efetuar o disparo, a
mulher teria ido à casa da família na vila Charrua em busca do artefato.
A vítima, que seria proprietária de um ponto de venda de drogas,
buscava o colete para garantir sua segurança quando à frente do negócio
ilícito.
Desconfiada sobre a eficácia do objeto, ela pediu que o fornecedor do
produto o testasse atirando contra seu peito com uma arma de calibre 22.
O colete falhou e a mulher foi encaminhada às pressas para atendimento
médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O delegado Pedro Urdangarin, que assumiu o caso, resumiu a ocorrência:
"é coisa de filme, não pode ser verdade". O autor do disparo está
foragido.
Venda de coletes balísticos é controlada no Brasil
No Brasil, coletes à prova de balas só podem ser vendidos para autoridades, agentes policiais e cidadãos que tiverem mais de 21 anos e autorização prévia.
No Brasil, coletes à prova de balas só podem ser vendidos para autoridades, agentes policiais e cidadãos que tiverem mais de 21 anos e autorização prévia.
Para ter a licença, é necessário ir até a Secretaria de Segurança
Pública do Estado e apresentar atestado de antecedentes criminais, além
de comprovar vínculo empregatício.
A partir de então, a Polícia Civil encaminha o registro ao Exército.
Somente após a expedição da autorização - que leva de 20 a 30 dias - o
comprador pode retirar o produto.
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